segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Stella qui brisa! in anotherlands...suggested by Evelise Pieve

A primeira festa em amsterdam! hoje a noite fomos para a "trut". de bike! depois da janta, uma "sopa sólida" de legumes com queijo, salame e ovo...hehe...não tinha nenhum supermercado aberto, então tivemos que agregar todas as nossas comidas e fazer um mexido!

ah! uma coisa muito importante que aconteceu aqui e nos deixou meio "out", acabou o horário de verão! ganhamos mais uma hora em amsterdam...huhu!

em torno de 25 minutos de pedalada, a festa custou 2 euros pra entrar e 1 euro a cerveja. tudo começa com uma fila a partir das 21h, mas a festa começa às 22h. ficamos ali conhecendo alguns amigos do fábio e do tiago de brasília. Palloma também foi com a gente.

Shock, como diria fábio, ir ok, sem problemas e rápido, agora voltar...sabe lá como escrevo isso hoje. na entrada da festa dois moços muito simpáticos nos recepcionam. com aquela minha calça que tem um bolso de zíper na perna direita, lembram dela?! quem não lembra velhinha, velhinha, da gang [linguagem gaucha] de 2007!!! o cara não tinha troco para 20 euros, sem dúvida, abri meu bolso chiquérrimo para ouvir um "oh, nice pocket!" [viu, vanessa da ponte, a calça é show aqui também!]...hehe.

não pode tirar foto nem ficar com celular ligado na "trut". eu vi até um cara ser tirado, melhor, convidado a se retirar da festa por estar com o cel ligado, então sorry, no pictures today. 

o atendimento no bar também é uma coisa muito diferente daí, você fica esperando e o cara que sabe a sua hora de ser atendido e ele sabe, acredite nisso! 

então tá [viu, lê], começamos a entrar no clima da festa. pips, seu lenço foi junto e acabo de conferir que ele voltou também! música eletrônica, um lugar pra fumar cigarro bem pequeno e insuportável, ainda achei muita luz [é tô achando que realmente tenho problemas com isso, patrícia binkowski], o teto cheio de luzes, bolas de espelhos aquelas, sabem, não sei o nome, de discoteca mesmo e as partes de cima de abajures...bonitos, grandes e estilosos. também muitos fios e muitas luzes coloridas.

muito engraçado como eu sou bem menor aqui...hehe. as pessoas bebem e colocam o copo em pilastras quase no teto...depois passa um moço recolhendo. claro que pra mim não tinha nenhuma dessas e sempre pedia que alguém por perto fizesse a mão, thanks.

dançamos, dançamos, dançamos. tinha um monte de gente fantasiada. lá pelas tantas, eu já era amiga íntima de todo mundo [roger, djuca, djaga, franga, michele, monalisa vocês percebem alguma semelhança nisso?]...uma menina, pintou a gente de batom [zombie walk, eu só pensava nisso, mas não se ela pensava também...vocês acompanharam aí no brasil?!]...tô vermelha até agora! roja!

foi bom porque assim meu inglês fluiu bem...hehehe, eu lembrava do drê quando começava com as palestras em espanhol, lembram?

saímos morrendo de fome, morrendo! e claro fomos a um "cachorro quente" turco. olha, eu tô comendo tanta pimenta que parece que minha boca não vai sarar nunca! [tá toda assada!]. mara!

e enfim, chegou a parte mais esperada do dia, pedalar depois da festa pra casa! primeiro fábio e lê se bateram e fabio caiu, depois eu cai sozinha, parada...ai que quadro, nem sei como foi isso. sem grandes ferimentos, sem muita gente na rua, amsterdam fica mais linda ainda de noite. linda!

e, claro que para variar, acordei cedo. chegamos em casa 4h40 por aí e 9h45, stella d'brisa já estava acordada. ansiosa pelo blog.

beijos rojos, de batom vermelho.


ps: já fiz até uma ligação riding a bike!

domingo, 30 de outubro de 2011

O porto e a red light avenue!


 Motorizadas e "se achando", partimos para o porto de amsterdam. Mas antes tínhamos que comprar cadeados para a bike da Lê. Não demorou muito para esse "se achar" se tornar um "nos perdemos"!!!

Incrível! Essa cidade é toda redonda, com nomes de ruas impossíveis de falar e um mapa que todo dia aprendo um pouco, mas ainda difícil. Perdidas no trânsito de bike...aff! que medo! Aqui eles fazem uma coisa, que ainda vou aprender, com as bikes que é assim, eles raríssimamente descem ou param de bike, pedalam bem devagar, algo como uma rampa com a embreagem e o acelerador...hehe. Devia mesmo ter uma auto-escola de bike aqui...hihi. Ganhamos muitas buzinadas de bike ontem! ok, é o nosso segundo dia de bike!

Enfim, rodando por tudo chegamos aos cadeados. E naquela rua, achamos uma coisa que procurávamos há dias! uma farmácia! eu achava que ia encontrar coisas bem diferentes aqui e vou, eu sei, mas ainda não achei...achei nivea, dove, garnier...etc, etc. Ah, as acetonas são diferentes.

Almoçamos em um restaurante indiano e surinamês [acho que é assim que se diz quem vem do suriname] e aqui pelo que dizem tem muita gente do suriname. Só conheci rapidamente duas mulheres. O que nos atraiu foi o cheiro de tempero...curry e spice não faltam! eu comi vegetariano porque aqui carne é chicken ou lamb...nenhuma me apeteceu, mas era ótimo! beringela, batata [claro!], um negocinho de arroz que não faço a mínima ideia do que seja, tofu, couve flor, abóbora, vagem e pão. dilícia, tudo temperado com um molho avermelhado do qual só identifiquei o curry e a pimenta. o pão vinha separado. a mulher que nos atendeu era um doce de pessoa e a comunicação bem difícil, muitos apontamentos com os dedos, mas enfim, comemos.

Depois do almoço encontramos nossa colega de sala da VU, Palloma. Ela vem da UERJ, tá aqui desde julho e nos levou ao Nemo Museum [adorei <3]. Não entramos no museu, mas eu queria muito ir até o porto ver que eu tava num país baixo mesmo!

Aí sim foi aventura, riding a bike no centro de amsterdam! ufa! dá muito medo, é muita gente, é muito carro! e daí percebi que não tínhamos ido ao centrão mesmo, o "centro nervoso" de amsterdam! Além de muita gente dos mais variados tipos, cores, cortes de cabelo, bicicletas, roupas, etc, tinha uma occupy [aí Ramos, lembrei de ti!]...segundo relatos que ouvi, o movimento tá crescendo. Ano passado foi eleito um governo de direita na holanda [são parlamentaristas].
                                                     
Seguimos para a red light avenue! e aí sim, turistas, turistas, turistas. yellow bike, orange e red bike, são bikes de turistas, mas as nossas eram cinzas! por várias vezes foi melhor ir caminhando. Na red light, muita gente, coffee shops, smart shops...um cheiro de ilícitos! é tão estranho ver todo mundo assim pela rua "fumando um", nas zonas de prostituição...e tudo free, a nossa "cabeça ilegal" pira!

Passamos pelas ruas estreitinhas de vitrines de mulheres. Desde Barbies, magras, altas e parecendo de porcelana, até mais velhas e gordas. elas ficam em zonas separadas, muito diferente de tudo que já vi. Ruas tão estreitas e tão cheias de gente que chegavam a ser claustrofóbicas! ainda porque as pessoas aqui são muito grandes! nossa amiga até disse "ai, tão bom encontrar gente do meu tamanho aqui!" hehehe. 

Para tomar uma cerveja aqui o bar tem que ser escolhido, não pode beber nem fumar cigarro nos cofee shops. Fomos para o Getto bar, um bar gay. Muitas opções para gays aqui. Ainda, passamos por uma loja de camisinhas muito legal! de vários formatos! Cogumelos, maconha, bichos, até torre eiffel! um show! Um chopp a la bukowski, meio litro! Jupiler, belga, que gostamos de imaginar que é uma cerveja de jupiter, light one, até agora não me arrisquei nas escuras, vou deixar para o inverno. Pouca bebida, meio litro dava, afinal tínhamos que voltar pra casa de bike.

Leidseplain é o nosso "centro do mundo" em amsterdam, dali a gente sabe se mexer. Porém, não dessa vez e fomos parar no lado oeste da cidade! e claro, toda vez que a gente se perde, amsterdam fica muito triste e chora...chovia, a gente toda molhada, de bike, mais uma vez. Paramos, perguntamos "yeah! you are very far from amstelveen!"...Leidseplain again e conseguimos ir pra casa. Noite, chuva, perdidas. completamente perdidas!

Chegando em casa jantamos com fabio, nosso amigo de fortaleza. ele nos ensina um monte de coisa. Macarrão com molho branco mussarela e pimentões coloridos...e de sobremesa, panetone de trufas de maracujá da cacau show [valeu, té!].

Morta de cansada, só me restou um banho e uma noite de sono.

Graças as postagens de vocês, amigos queridos, agora sei colocar fotos no blog, e, claro, não é o melhor dos designs, mas também tô aprendendo a mexer "nisso"! Me sinto uma tiranossaura rex! thank you, bye, bye!, como eles dizem aqui.

ps1: adoro respostas, viu! comentários e coisas do tipo. não posso reclamar vieram muitas! saudades!

ps2: ervilha! você ainda fala com o muroph? se sim, mostra o blog pra ele se sentir homenageado.

ps3: muroph é o criador da Stella d'Brisa. Isso já faz uns bons anos, pelos meus cálculos 9! isso mesmo foi em 2002 que as magas cataclismas [stella d'brisa, xaidualc e odem] nasceram, depois de um sarau na faculdade de Letras da UFPel. um dia publico a história delas.









sábado, 29 de outubro de 2011

Os primeiros dias II

Desde que cheguei aqui me sinto uma criança, aprendendo tudo de novo. E isso é tão bacana. Todos os dias aprendo alguma coisa nova, tenho uma nova experiência. 

Até mesmo caminhar nas ruas de Amsterdam é preciso aprender. Com tanta gente carros, bicicletas, metro, bonde, taxi, ônibus...um monte de coisa! Atravessar as ruas, então, um desafio. Ciclovias, linha de tram, train, metro, ônibus, carro e gente pra todo lado!

Usar mapas da cidade também é preciso aprender...e isso me lembra sempre o Tim Ingold "o mapa não é o território". Aprendi a ver canais no mapa, tram, o número do tram que passa naquela rua, essas coisas. De tanto mexer nele aprendi também que straat é rua. Algumas deduções a gente consegue fazer...das palavras mais próximas do inglês que do alemão. Holandês é um mix de alemão com inglês.


Não faz nem uma semana, mas o almoço na universidade não me convenceu. Salada de rúcula com cebola, peixe, peixe, peixe e batata, batata, batata, batata frita, noisset [acho que é assim que escreve], com maionese, quiche [nunca fui do quiche], tinha uma carbonara [salve, marcinha que comeu uma por mim no van gogh, bem melhor!], mas não me apeteceu. Prefiro o salmão que a lê fez pra gente! 

Pra viver um tempo aqui, ganhei dois números, um teste de tuberculose, um monte de papel e mais um carimbo. hehe. Stamp, stamp. O primeiro atendente da imigração bem seco. O segundo mais simpático, tentando nos ensinar holandês...aff! It's really difficult! Contei pra ele que nos era impossível pronunciar palavras com tantas consoantes! ele respondeu que entendia, pois também para ele era impossível falar português "parece que vocês estão cantando!". Gostei. Pra mim parece que eles estão bravos, =].

Caminhamos muito aqui, exploradoras do Velho Mundo. Na quinta caminhamos tanto que voltamos com os pés doendo. Fomos atrás de bicicletas [fiets]. Nos perdemos, voltamos, achamos um parque maravilhoso no meio da cidade. Também visitamos o "I Amsterdam", as letras gigantes na praça do Museu, [praça é plain] nesse dia. Encontramos um super metade do preço graças a três menininhas de uns 11, 9 e 6 anos [eu acho!] que com suas bikes nos guiaram até lá! fofas! Exploração total do território! Essas crianças não sabiam nos ensinar, pois não sabiam falar inglês e a gente não sabia nem ouvir holandês!

Esse super, soubemos dele pelo amigo fortalezense [pra diminuir minha saudade de XStella Mareees!, viu dona Monalisa] que fizemos aqui. Ele nos disse que era bem mais barato e descia uma parada antes da nossa, sem dúvida descemos ali e fomos perguntando, errando e encontramos.

No super, mais desafios. 50 cents pra pegar o carrinho! que coisa é essa! escrito em holandês ainda! coisas locais! ta bem vamos sem carrinho comprar só o que cabe na mão. doidera! e comprar sacolas pra ir pra casa! sim, aqui as sacolas são compradas. 

Carregadas, pés doendo e voltando a pé pra casa! Era perto, mas nestas circuntâncias, ficou quase longe. Prêmio do dia ao chegar em casa?! Richard [nosso Richard de Pel] me liga! que coisa boa ouvir uma voz conhecida! Pra dar boas vindas! querido!

Nessa semana também abrimos uma conta no banco, queria um banco mais local, mas só os bancos grandes falam/escrevem inglês, então já era! Ainda bem que na época de pel não usei o banco real, talvez eu tivesse problemas aqui...hihi. 

Feito isso, comprar bikes! As loka, sem conhecer nada foram atrás de bikes de segunda mão. O cara da loja ria muito da gente! e era engraçado mesmo. Bicicletas e cadeados. O caminho para irmos até a loja [trocamos hoje] era lindo. Cheio de ruazinhas estreitas, lojinhas [inclusive uma com o real absinto, aí pc! levo um pra ti, garanto!], casas cheias de flores, bikes e vespas [sim, eles amam vespas! lambretinhas, ok?]. O amigo de fortaleza tinha alertado para a moda "vintage" que tá rolando aqui. Um café maravilhoso que não sei o nome [por isso, evelise, não posso fazer o mapa, mas a partir de semana que vem anoto tudo, I promise!] nos convidou a sentar e provar a torta de maçã. Divina! com um café então! café brasileiro veio escrito na xícara.

Nesse café, plim! outra coisa muito iimportante aqui. Portas. Eles adoram portas giratórias, eu não muito! Me deixam tensa. Mas aqui tem um monte e são automáticas pra complicar mais ainda. Outras portas são pesadérrimas e abrem pra fora na maioria das vezes. Estamos aprendendo até abrir portas!

Então por caminhos amarelos de folhas, não de tijolos, chegamos na loja de bike e compramos nossas bicis [muito porto alegrense bicis, não?!]. Comprar até foi fácil, o medo era voltar pra casa na hora do rush de bike! Aqui tem hora do rush pra bike também! Mas foi tranquilo. Seguindo o tram, com certeza, fizemos um caminho mais longo, but it's ok, foi uma delícia. We are very happy!

Na noite, saímos para o "uinlestede cafe" [nem sei se escreve assim]. Uma cerveja chouffee, me lembrou o Jardel, que sabia tudo de cervejas e eu nada. Pedi que o moço nos oferecesse uma boa, ele trouxe essa. Gostei. Bem encorpada, fermentada, com um gostinho de gengibre [será que pode ser?]...

Para comer fomos ao Amstelveen Snacks e compramos uma pizza turca. Turksey pizza, com carne de cordeiro e salada enrolada. "Spice?!", pergunta o senhor egípcio muito simpático, que vive aqui há 10 anos com a desculpa de que o tempo aqui passa muito rápido, mas prefere o Egito, embora não consiga viver lá. E a gente "sim, sim". Compramos o tal "Fernandes", um refrigerante que desde sempre nos chamou a atenção, estranho, mas legalzinho e fomos comer em casa.

Pimenta! Pimenta! Pimenta! Delicioso o negócio, na próxima vamos pedir com menos pimenta, mas legal, gostamos.

Enfim, hoje com bikes vamos até o porto da cidade. Aqui são 11 horas da manhã e é o nosso primeiro dia livre de burocracias. Beijos de torta de maçã. Stella