terça-feira, 13 de dezembro de 2011

"acho que o amor é a falta de engarrafamento" suggested by transversal cantada por Elis Regina

Esses últimos dias têm sido muito agradáveis nos Países Baixos. Really happy days, que me deixam com aquela cara de retardada [e nada blasé] andando, pedalando, pulando, correndo da chuva e nadando pelas ruas.


Minha casa está linda, cheia de tulipas vermelhas desde que voltei de Utrecht. Utrecht é uma cidade fascinante! Histórica e linda. Cheguei com sol, frio e um arco íris. Fui caminhando por suas ruelas, percebendo cada ladrilho, torres, igrejas e arquitetura. Um senhor, que não sei se era morador de rua, veio falar comigo, sem sucesso..."Sorry, I can´t understand dutch!". 


Não pude resistir aos cartões postais, dos mais maravilhosos que já vi. Comecei minha coleção ali! hehe. Nunca colecionei nada na vida, quem sabe.


Depois de uma palestra sobre o imaginário de paraíso para os muçulmanos entre orientais e ocidentais, mais um passeio. Agora no período da tarde, a cidade estava cheia. Os bares na beira dos canais abertos, bancas de flores contornavam meu caminho. Não resisti, voltei pra casa com 3 buquês de tulipas, 14 postais e flores para enfeitar minha bicicleta.


Já em casa, cansada, rodeada de tulipas, uma lua cheia fantástica apareceu na minha "big window"...não deu outra, um banho de lua cheia antes de uma jantinha na Lê. Descobrimos a sinuca aqui em Uinlestede, viu Franga, Djaga e Fábio, graças a vocês e Tonho Croco já sabia jogar...hehe.


Também provei da culinária dutch, preparada por um dutch! Batata, vagem, hamburger e molho de tomate. Em troca, cozinha brasileira, arroz, feijão e ovo frito...salientando que faltava a farinha [não achei no super] e a carne [não me arrisquei a fazer!]. Viu pai, alguma coisa já sei cozinhar! Alguma coisinha,=].


Cancerianos muito fofos também têm aparecido em quantidade razoável. Com eles, chocolates belgas, erva mate e discussões sobre o amor, isso mesmo, o amor...o amor é divino! Vamos amar!





domingo, 20 de novembro de 2011

Pequeno Príncipe.



Eu andava que nem o Pequeno Príncipe...meu mundo, uma barbosa, um fogão elétrico e querendo muito um amigo da Netherlands...as coisas foram acontecendo, devagar, softly. Ricardo partiu e deixou o van gogh...graças a ele, depois da visita que fizemos a Anne Frank (viu, Ane!), conheci um restaurante africano.








O museu da Anne F. é fantástico. Conhecer o anexo, revisitar a história dessas famílias, emociona. As fotos expostas então! uau. Saindo dali, fomos ao restaurante, bazar é o nome. Entramos em uma igreja [fachada] e saímos no mercado público de porto alegre. carne de panela, arroz e salada acompanhadas de vinho branco. decoração linda, o garçon lindo, frutas, jarra de porcelana azul clara com bolinhas brancas...lindo, lindo. "comi uns bicho estranho" de sobremesa, boommmmm! e pra fechar um barzinho lindinho, numa dessas ruelas da dam square. Caminhamos, e encontramos você, manhê! Ricardo voltou pra alemanha na quarta.


Conhecemos um belga que <3 o brasil, viveu 3 meses em alto paraíso e acha que nasceu no lugar errado...um querido, passamos horas conversando em português.





Sábado aqui tem sido dia de trabalho, eu e palloma, nos influenciando a estudar na universidade, pra ver se vicia. =]. a noite, uma house party, jantinha e vinho. e muitas, muitas risadas.


Domingo fomos passear pela cidade. visitar o bairro da palloma, parques, almoçar fora e tentamos ir ao cinema. combinamos de todos os domingos conhecer lugares diferentes, pra gente dar contar de ver toda cidade. hehe. domingo que vem o noord.





Também comecei a aprender dutch com a palloma. fabio é nosso prof, muito motivador quando a gente repete as palavras e ele diz: "lindas! holandesas natas, nascidas e criadas em amsterdam!"...é ele me mata de rir! só o básico, tudo bem, eu sou, essas coisinhas Ik ben stella, moeilijk, kus bel me, mooi *, neterlands is een moeilijk taal, klopt, afspraak, coisas assim... 













Com esse simples vocabulário tentamos contato com ali, um moço da turquia, o mesmo com o qual eu tive minha frustração linguística. foi hilário. palloma [linda*, melhor, mooi *] deu partida no diálogo, depois o google translator deu conta. quadro, a gente e ele escrevia no google tradutor, xóqui. hahahaha, boas risadas.




Naquele dia [ontem] palloma resolveu que nossa vida mudaria e mudou! fomos pra festa aqui em uinlestede. leuk! a festa foi bem boa, conhecemos gente, foi massa. gostei tanto que hoje cozinhei =], no meu vulcão, peixe! nunca tinha feito peixe, mas perguntando pro pessoal rolou, gostei de fazer.


As brumas estão cada vez mais presentes. e mais uma amiga, dona aranha.







Um pouco de trabalho e uma pedalada noturna pra relaxar antes e dormir. o dia foi bonito hoje, sunny day [zon], não muito frio. mas a noite um "vento, ventania me leve sem destino". no vondelpark as folhas voavam que nem a areia voa nas praias do extremo sul do brasil, adorei.


ps: minha calça de nice pocket rasgou. fiquei pretérita!




































sábado, 12 de novembro de 2011

Pedalando na bicicletinha (suggested by Beto Jamaica e Cumpadre Washington)

Começamos a quinta-feira perdidas. Pensando agora, que não estamos mais atrasadas, sem mapa e sem a mínima ideia de onde andávamos, foi legal. Naquela manhã tinha sol, passamos por um caminho rural, com terras alagadas e vacas pastando...sério! depois chegamos num lugar cheio de empresas chevrolet, fiat...outras que não sei...e seguimos...passamos por um bairro/cidade onde as ruas a gente sabia ler!


Isso porque a gente já sabe o que é straat...begoniastraat, tamarindestraat, azaleastraat! e aí resolvemos perguntar pra alguém, as duas primeiras pessoas não sabiam, apenas trabalhavam ali, mas "o terceiro foi aquele que a Teresa deu a mão"...foi um anjo! ele se ofereceu para nos ajudar...e já foi longo dizendo "usted podem hablar español, no?!" e a gente "si, si"...e então, com ajuda de seu iphone nos traçou um mapa certo...ufa!




tá acontecendo aqui uma coisa que acontecia em fortaleza, eu não entendo a cidade, a lógica...daí não consigo ler os mapas, não entendo as informações que me dão, não consigo explicar onde quero ir...e todos os dias visito novos lugares! hehe, vamos levar na boa, né. 


A tarde, saindo da Leidseplain, voltando pra casa, de bike, claro [de bike me perco mais], me perdi de novo! então, comecei a curtir o place...era uma escola, adolescentes [jovens, dona monalisa] saindo da aula com suas bikes, verdes, rosa, preta, laranja, rindo, brincando...eu sabia que andava próxima da museumplain...ali eu já sabia me perder...fui indo, achei. to aprendendo a me perder. viu, tô aprendendo de tudo por aqui!


ontem a noite palloma e van gogh vieram jantar em casa. palloma ainda não conhecia uilenstede e van gogh [agora temos barbosa e van gogh, vânia!] é daqui de amsterdam. foi muito divertido! boas risadas, boa janta e sorvete de sobremesa. com van gogh descobrimos que uilenstede são as corujas urbanas! pode crê! é nóis!


ps: voltei a crochetar meu eterno xale, viu dona monalisa. tento me motivar pensando na franga e nas aranhas...


ps 2: barbosa tem uma roupa nova.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pretérito mais que perfeito (suggested by Roger)

Hoje eu tô com saudade da minha gente, desde de domingo.
E eu percebi que era assim porque meu pé congelou e eu não conseguia dormir...tive que caçar as meias de lã que mami fez...

E ainda recebi tanta notícia chata do Brasil, sobre desrespeito com indígenas, quilombolas, estudantes...Rogério tem razão um "mal estar na democracia".



Mesmo assim, não posso deixar de dar um VIVA \o/ à homeopatia [especialmente para Rodrigo Toniol], que entre 12 e 7 graus me mantém respirando e sentindo cheiro! Viva Magda, viva o SUS, viva o cheiro suave das tulipas da sala! 

Em falar nisso, segunda feira elas estavam bem caidinhas também (!), muito caidinhas e sem nenhuma gota de água no vaso. Mas, logo que o enchi, começaram a se levantar, lindas, abriram suas flores.

Viva, nem tão viva assim, as mão [em gauchês] congelando na bike, com as minhas luvas sem dedinhos! quando chego na VU ou em casa meus dedos parecem o do "ET, minha casa"...

Tive uma frustração linguística. Um moço da VU falou comigo em dutch e eu disse "sorry, I don't speak dutch", mas ele não falava inglês! Não deu pra conversar! coisa séria. Tô tentando entender coisas faladas desse idioma. Minha primeira hipótese é de que eles escrevem inglês com um alfabeto alemão, é só uma hipótese baseada em vrij - livre - free e dag - day - dia...preciso de mais dados.





domingo, 6 de novembro de 2011

Cogumelos com ervas finas...

Aviso aos navegantes: sonzinho para acompanhar o texto. SOM, ok? http://www.youtube.com/watch?v=pGxuACTHFyE&feature=related

Ricardo chegou na quarta, woensdag em dutch, dia de casar. Quinta, donderdag, foi o que mais gostei [dia do trovão, viu odem e laidnum! hehe].

Fui encontrá-lo na central station e foi a primeira vez que andei sozinha por Amsterdam. Me senti uma holandesa dando duas informações. A primeira de que ali era a central station e a segunda de que eu não era daqui [hehehe]. Essa sensação durou pouco, logo me perdi pra pegar o tram de volta pra casa...de novo! Mas ok, conseguimos.

Ricardo veio cheio de cores novas, trocamos algumas. Eu lhe dei cores crochetadas numa colcha handmade a três mãos, as da minha mãe, da Tia Amélia [suas lindas!], as minhas e com participação especial de Évélise [ela é ótima!]. Ele as trouxe num abajur roxo, numa babosa [a nossa barbosa, viu van gogh, também temos barbosa, mas é de outro reino, o vegetal] e nos cabelos descoloridos. Agora parece que ele veio de Berlim...hehe.





É uma sensação tão estranha encontrá-lo aqui, em outro contexto,  em outra paisagem. Para nos acostumarmos, fomos ao biomarkt explorar nossa presença em Amsterdam...caminhamos, comemos, demos boas risadas, ele me ensinou algumas coisas sobre o super [usamos o mesmo super!!], sobre as comidas, cafés, iogurtes. E cozinhamos. Sopa, purê de batatas semi-pronto, que nem polenta sabe, vem um pó pronto, muito estranho, mas o gosto é bom, achei cebola que ainda não tinha encontrado, fizemos feijão que vem “envidrado” e pronto, é só temperar e me perdi pra ir no super de novo. Incrível como me perco nesse lugar! nessa cidade redonda e cheia de água.


Agora temos tulipas em nossa sala. Palloma levou. Tulipas, chás e caramelos. Ah! isso é uma coisa muito interessante. Aqui tem uma loja que me parece farmácia, mas não é, parece uma panvel, etos que tem um baleiro gigante bem no meio da loja. Bala de goma, gelatina, caramelos, que a gente vai enche [self service] um saco em forma de cone e pesa. Todo mundo compra! Até os adultos de termo e gravata, teressante!



É impossível tecer qualquer comentário sobre previsão do tempo  aqui. Quinta a noite [donderdag] um vento forte passava aqui; sexta [vrijdag, dia livre] a tarde, o solzinho depois das 14h parecia de 17h; e sábado [zonderdag, sábado mesmo] um dia lindo de sol lindo. Pela manhã pedalei pra fazer uma fotossíntese e não resisti ao convite de um banquinho simpático em frente a um kade aqui do lado de casa. Fiquei curtindo patos e pássaros na água..."bichos que têm pena, não sentem frio" já dizia a turma do cocoricó...=]. Só reconhece corvos, gaivotas, pombas. Tem um pato preto com uma listra branca, que ainda não descobri e aqueles comuns. Nunca tinha reparado tanto em patos.


Zaterdag a tarde partimos para a feira, Waterloo Plain. A-M-E-I <3, linda a feira, com roupas, lenços, sapatos, cochas, antiquário, bicicletas, bolsas de couro, bijuteria...show! Passaria horas lá, mas já estava acabando. Jantamos em casa, bife a milanesa cigano [zigouner], batatas [aadarppelen, claro!], brócolis e arroz thai. Bom, muito bom! 


Hoje é aquele dia, né, domingo [zondag], um dia difícil acho que em qualquer lugar. São 18h11 e já anoiteceu faz um bom tempo. Passei todo dia em casa, só sai pra abrir a porta pro fábio, zonderdag...hehe.






















terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dag van het werk


na segunda feira, depois de salvas pela janta do fábio, resolvemos ir ao super, Aldi. ainda estávamos meio lenta da trut...lembrávamos coisas esparsas, como o banho de mangueira que levamos na saída, juro! eu já tinha visto no vila acústica as pessoas varrerem e fecharem as portas da festa, mas amngueraço foi o meu primeiro! viva a liberdade! hehehe

claro, com nossas super bikes, a cabeça ia longe, tanto pela trut, quanto pela paisagem maravilhosa, parecia que pedalávamos em um quadro, uma rua de mão dupla cercada por árvores de plátano, com muitas folhas amarelas tanto no chão quanto nas árvores, outuno, salve o outono, nunca tinha sentido/visto/reparado tanto na beleza do outono [camila, tens razão, a época mais linda do ano aqui]...quando percebemos que já estávamos quase na vu, voltamos à vida real, Aldi, meninas, Aldi!

ok, ALdi, agora já sabíamos pegar o carrinho com uma moeda de 0,50 euros [não acho o símbolo de euro nesse teclado!], salve fábio nos ensinar! então, podíamos comprar muita coisa! e compramos! a maior parte comida.

ainda aprendendo, ainda uma criança na holanda, agora tenho mais "feeling" com as palavras, mas ainda pouco entendo. seduzidas por uma lata linda [eu já imaginava tulipas quando aquele suco maravilhoso acabasse], trouxemos xarope de uma fruta estranha que ainda não sei o que é "cassis"! xarope! mais doce que groselha, aff! bom pra aprender, siroop é xarope!

o bom é que pra compensar aqui tem queijos maravilhosos e dá pra  errar porque não achei nenhum que não gostei ainda! ok, feitas as compras...eram muitas coisas pra trazer, meio a meio nas mochilas não coube tudo...levamos uma sacola...mas como levar na bike?!! "as loka" [idioma gaúcho, plural só para artigos] deram um jeito. prendemos a sacola com o elástico da bicicleta da lê na "garupa" e eu ia atrás, caso ela caísse eu avisava! tudo bem amassou um pokinho o pão, mas vambora! e eu sem máquina para filmar o momento ímpar!

ponto positivo também para as balinhas de gelatina em formato de morcego no dia do halloween...shók!

a proposta era dormir cedo, mas não rolou, descobri onde é a minha caixa de correios [angela, já sei como funciona!] quando fui abrir a porta para o fábio vir tomar um chá/café com a gente...e quando o levamos de volta, conhecemos outro colega brasileiro...mais um, mais um! hehe

hoje foi o primeiro dia de trabalho, ou melhor, de tentativa. fomos para nossa sala. chegamos ali em 10, 15 minutos de bike, é muito agradável o caminho até a VU, outono, estou encantada pelo outono [<3]...folhas, amarelo, folhas amarelas...ai ai

ali, nossa senha não funcionava! não funcionou. tinha que ligar em um lugar e conversar no telefone, ai não inglês no telefone, nãooooo! tentei, entendi, mas não rolou.como isso não funcionava aproveitei o tempo para aprender a escanear coisas, isso funcionou! graças às pessoas queridas e pacientes que encontramos por esse país...são pessoas muito gentis! sorriem, cumprimentam, agradecem, enfim, nos deixam bem.

quando íamos desistindo, palloma nos salvou e pudemos ficar em nossa sala...só fazendo relatórios e postando coisas, resolvendo coisas pra depois do almoço fazermos o teste de tuberculose, no "centro nervoso" de amsterdam. que, por incrível que pareça, achamos rápido e fácil o lugar!

saindo do teste, desafio, comprar nosso "chipkaart", algo como nosso "tri". e eu descobri, salve palloma, porque passar na entrada e na saída, cobra-se por trecho! shók! quando a gente chegou na GVB, onde se compra o kaart, "tô preta" (fabio, 2011)[fiquei passada!], uma fila imensa! aqui pra esperar nas filas a gente pega número que nem nas lojas de pelotas, no banco, etc! hehehe

cartão na nossa "era" é um negócio loko, né...faz uma semana que estou aqui, já tenho dois e faltam três ainda...uau! (banco, transporte, prédio, biblioteca e id).

livres de trabalho por hoje fomos andar na rua. entramos em outra loja de bugigangas, adoro! loja pra turista, tudo que é holandês com milhares de opção. e fomos provar o fast food "febo". é um lugar onde a comida fica em pequenas vitrines, a gente pões moedas, consegue abrir as portinhas e pegar! hehe...engraçado, tem hamburger, "cocrete"...legal! eu que adoro essas coisas!

então já achando que sabia tudo de tram, eis que quando chega na nossa parada não conseguimos descer, não!não!não! como assim?! até agora não identifiquei o que aconteceu! mas tá descemos uma parada depois e caminhamos, nem foi tão longe assim. 

janta da noite: massa para os gauchos, macarrão para os paulistas, com cogumelos e alho. shók! ;]

ps: acho que richard vem logo, "eu já escuto os teus sinais"...

ps2: agradecimento especial a adauany pieve zimovski, patrocinadora oficial das fotos [ela emprestou a máquina!].






segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Stella qui brisa! in anotherlands...suggested by Evelise Pieve

A primeira festa em amsterdam! hoje a noite fomos para a "trut". de bike! depois da janta, uma "sopa sólida" de legumes com queijo, salame e ovo...hehe...não tinha nenhum supermercado aberto, então tivemos que agregar todas as nossas comidas e fazer um mexido!

ah! uma coisa muito importante que aconteceu aqui e nos deixou meio "out", acabou o horário de verão! ganhamos mais uma hora em amsterdam...huhu!

em torno de 25 minutos de pedalada, a festa custou 2 euros pra entrar e 1 euro a cerveja. tudo começa com uma fila a partir das 21h, mas a festa começa às 22h. ficamos ali conhecendo alguns amigos do fábio e do tiago de brasília. Palloma também foi com a gente.

Shock, como diria fábio, ir ok, sem problemas e rápido, agora voltar...sabe lá como escrevo isso hoje. na entrada da festa dois moços muito simpáticos nos recepcionam. com aquela minha calça que tem um bolso de zíper na perna direita, lembram dela?! quem não lembra velhinha, velhinha, da gang [linguagem gaucha] de 2007!!! o cara não tinha troco para 20 euros, sem dúvida, abri meu bolso chiquérrimo para ouvir um "oh, nice pocket!" [viu, vanessa da ponte, a calça é show aqui também!]...hehe.

não pode tirar foto nem ficar com celular ligado na "trut". eu vi até um cara ser tirado, melhor, convidado a se retirar da festa por estar com o cel ligado, então sorry, no pictures today. 

o atendimento no bar também é uma coisa muito diferente daí, você fica esperando e o cara que sabe a sua hora de ser atendido e ele sabe, acredite nisso! 

então tá [viu, lê], começamos a entrar no clima da festa. pips, seu lenço foi junto e acabo de conferir que ele voltou também! música eletrônica, um lugar pra fumar cigarro bem pequeno e insuportável, ainda achei muita luz [é tô achando que realmente tenho problemas com isso, patrícia binkowski], o teto cheio de luzes, bolas de espelhos aquelas, sabem, não sei o nome, de discoteca mesmo e as partes de cima de abajures...bonitos, grandes e estilosos. também muitos fios e muitas luzes coloridas.

muito engraçado como eu sou bem menor aqui...hehe. as pessoas bebem e colocam o copo em pilastras quase no teto...depois passa um moço recolhendo. claro que pra mim não tinha nenhuma dessas e sempre pedia que alguém por perto fizesse a mão, thanks.

dançamos, dançamos, dançamos. tinha um monte de gente fantasiada. lá pelas tantas, eu já era amiga íntima de todo mundo [roger, djuca, djaga, franga, michele, monalisa vocês percebem alguma semelhança nisso?]...uma menina, pintou a gente de batom [zombie walk, eu só pensava nisso, mas não se ela pensava também...vocês acompanharam aí no brasil?!]...tô vermelha até agora! roja!

foi bom porque assim meu inglês fluiu bem...hehehe, eu lembrava do drê quando começava com as palestras em espanhol, lembram?

saímos morrendo de fome, morrendo! e claro fomos a um "cachorro quente" turco. olha, eu tô comendo tanta pimenta que parece que minha boca não vai sarar nunca! [tá toda assada!]. mara!

e enfim, chegou a parte mais esperada do dia, pedalar depois da festa pra casa! primeiro fábio e lê se bateram e fabio caiu, depois eu cai sozinha, parada...ai que quadro, nem sei como foi isso. sem grandes ferimentos, sem muita gente na rua, amsterdam fica mais linda ainda de noite. linda!

e, claro que para variar, acordei cedo. chegamos em casa 4h40 por aí e 9h45, stella d'brisa já estava acordada. ansiosa pelo blog.

beijos rojos, de batom vermelho.


ps: já fiz até uma ligação riding a bike!

domingo, 30 de outubro de 2011

O porto e a red light avenue!


 Motorizadas e "se achando", partimos para o porto de amsterdam. Mas antes tínhamos que comprar cadeados para a bike da Lê. Não demorou muito para esse "se achar" se tornar um "nos perdemos"!!!

Incrível! Essa cidade é toda redonda, com nomes de ruas impossíveis de falar e um mapa que todo dia aprendo um pouco, mas ainda difícil. Perdidas no trânsito de bike...aff! que medo! Aqui eles fazem uma coisa, que ainda vou aprender, com as bikes que é assim, eles raríssimamente descem ou param de bike, pedalam bem devagar, algo como uma rampa com a embreagem e o acelerador...hehe. Devia mesmo ter uma auto-escola de bike aqui...hihi. Ganhamos muitas buzinadas de bike ontem! ok, é o nosso segundo dia de bike!

Enfim, rodando por tudo chegamos aos cadeados. E naquela rua, achamos uma coisa que procurávamos há dias! uma farmácia! eu achava que ia encontrar coisas bem diferentes aqui e vou, eu sei, mas ainda não achei...achei nivea, dove, garnier...etc, etc. Ah, as acetonas são diferentes.

Almoçamos em um restaurante indiano e surinamês [acho que é assim que se diz quem vem do suriname] e aqui pelo que dizem tem muita gente do suriname. Só conheci rapidamente duas mulheres. O que nos atraiu foi o cheiro de tempero...curry e spice não faltam! eu comi vegetariano porque aqui carne é chicken ou lamb...nenhuma me apeteceu, mas era ótimo! beringela, batata [claro!], um negocinho de arroz que não faço a mínima ideia do que seja, tofu, couve flor, abóbora, vagem e pão. dilícia, tudo temperado com um molho avermelhado do qual só identifiquei o curry e a pimenta. o pão vinha separado. a mulher que nos atendeu era um doce de pessoa e a comunicação bem difícil, muitos apontamentos com os dedos, mas enfim, comemos.

Depois do almoço encontramos nossa colega de sala da VU, Palloma. Ela vem da UERJ, tá aqui desde julho e nos levou ao Nemo Museum [adorei <3]. Não entramos no museu, mas eu queria muito ir até o porto ver que eu tava num país baixo mesmo!

Aí sim foi aventura, riding a bike no centro de amsterdam! ufa! dá muito medo, é muita gente, é muito carro! e daí percebi que não tínhamos ido ao centrão mesmo, o "centro nervoso" de amsterdam! Além de muita gente dos mais variados tipos, cores, cortes de cabelo, bicicletas, roupas, etc, tinha uma occupy [aí Ramos, lembrei de ti!]...segundo relatos que ouvi, o movimento tá crescendo. Ano passado foi eleito um governo de direita na holanda [são parlamentaristas].
                                                     
Seguimos para a red light avenue! e aí sim, turistas, turistas, turistas. yellow bike, orange e red bike, são bikes de turistas, mas as nossas eram cinzas! por várias vezes foi melhor ir caminhando. Na red light, muita gente, coffee shops, smart shops...um cheiro de ilícitos! é tão estranho ver todo mundo assim pela rua "fumando um", nas zonas de prostituição...e tudo free, a nossa "cabeça ilegal" pira!

Passamos pelas ruas estreitinhas de vitrines de mulheres. Desde Barbies, magras, altas e parecendo de porcelana, até mais velhas e gordas. elas ficam em zonas separadas, muito diferente de tudo que já vi. Ruas tão estreitas e tão cheias de gente que chegavam a ser claustrofóbicas! ainda porque as pessoas aqui são muito grandes! nossa amiga até disse "ai, tão bom encontrar gente do meu tamanho aqui!" hehehe. 

Para tomar uma cerveja aqui o bar tem que ser escolhido, não pode beber nem fumar cigarro nos cofee shops. Fomos para o Getto bar, um bar gay. Muitas opções para gays aqui. Ainda, passamos por uma loja de camisinhas muito legal! de vários formatos! Cogumelos, maconha, bichos, até torre eiffel! um show! Um chopp a la bukowski, meio litro! Jupiler, belga, que gostamos de imaginar que é uma cerveja de jupiter, light one, até agora não me arrisquei nas escuras, vou deixar para o inverno. Pouca bebida, meio litro dava, afinal tínhamos que voltar pra casa de bike.

Leidseplain é o nosso "centro do mundo" em amsterdam, dali a gente sabe se mexer. Porém, não dessa vez e fomos parar no lado oeste da cidade! e claro, toda vez que a gente se perde, amsterdam fica muito triste e chora...chovia, a gente toda molhada, de bike, mais uma vez. Paramos, perguntamos "yeah! you are very far from amstelveen!"...Leidseplain again e conseguimos ir pra casa. Noite, chuva, perdidas. completamente perdidas!

Chegando em casa jantamos com fabio, nosso amigo de fortaleza. ele nos ensina um monte de coisa. Macarrão com molho branco mussarela e pimentões coloridos...e de sobremesa, panetone de trufas de maracujá da cacau show [valeu, té!].

Morta de cansada, só me restou um banho e uma noite de sono.

Graças as postagens de vocês, amigos queridos, agora sei colocar fotos no blog, e, claro, não é o melhor dos designs, mas também tô aprendendo a mexer "nisso"! Me sinto uma tiranossaura rex! thank you, bye, bye!, como eles dizem aqui.

ps1: adoro respostas, viu! comentários e coisas do tipo. não posso reclamar vieram muitas! saudades!

ps2: ervilha! você ainda fala com o muroph? se sim, mostra o blog pra ele se sentir homenageado.

ps3: muroph é o criador da Stella d'Brisa. Isso já faz uns bons anos, pelos meus cálculos 9! isso mesmo foi em 2002 que as magas cataclismas [stella d'brisa, xaidualc e odem] nasceram, depois de um sarau na faculdade de Letras da UFPel. um dia publico a história delas.









sábado, 29 de outubro de 2011

Os primeiros dias II

Desde que cheguei aqui me sinto uma criança, aprendendo tudo de novo. E isso é tão bacana. Todos os dias aprendo alguma coisa nova, tenho uma nova experiência. 

Até mesmo caminhar nas ruas de Amsterdam é preciso aprender. Com tanta gente carros, bicicletas, metro, bonde, taxi, ônibus...um monte de coisa! Atravessar as ruas, então, um desafio. Ciclovias, linha de tram, train, metro, ônibus, carro e gente pra todo lado!

Usar mapas da cidade também é preciso aprender...e isso me lembra sempre o Tim Ingold "o mapa não é o território". Aprendi a ver canais no mapa, tram, o número do tram que passa naquela rua, essas coisas. De tanto mexer nele aprendi também que straat é rua. Algumas deduções a gente consegue fazer...das palavras mais próximas do inglês que do alemão. Holandês é um mix de alemão com inglês.


Não faz nem uma semana, mas o almoço na universidade não me convenceu. Salada de rúcula com cebola, peixe, peixe, peixe e batata, batata, batata, batata frita, noisset [acho que é assim que escreve], com maionese, quiche [nunca fui do quiche], tinha uma carbonara [salve, marcinha que comeu uma por mim no van gogh, bem melhor!], mas não me apeteceu. Prefiro o salmão que a lê fez pra gente! 

Pra viver um tempo aqui, ganhei dois números, um teste de tuberculose, um monte de papel e mais um carimbo. hehe. Stamp, stamp. O primeiro atendente da imigração bem seco. O segundo mais simpático, tentando nos ensinar holandês...aff! It's really difficult! Contei pra ele que nos era impossível pronunciar palavras com tantas consoantes! ele respondeu que entendia, pois também para ele era impossível falar português "parece que vocês estão cantando!". Gostei. Pra mim parece que eles estão bravos, =].

Caminhamos muito aqui, exploradoras do Velho Mundo. Na quinta caminhamos tanto que voltamos com os pés doendo. Fomos atrás de bicicletas [fiets]. Nos perdemos, voltamos, achamos um parque maravilhoso no meio da cidade. Também visitamos o "I Amsterdam", as letras gigantes na praça do Museu, [praça é plain] nesse dia. Encontramos um super metade do preço graças a três menininhas de uns 11, 9 e 6 anos [eu acho!] que com suas bikes nos guiaram até lá! fofas! Exploração total do território! Essas crianças não sabiam nos ensinar, pois não sabiam falar inglês e a gente não sabia nem ouvir holandês!

Esse super, soubemos dele pelo amigo fortalezense [pra diminuir minha saudade de XStella Mareees!, viu dona Monalisa] que fizemos aqui. Ele nos disse que era bem mais barato e descia uma parada antes da nossa, sem dúvida descemos ali e fomos perguntando, errando e encontramos.

No super, mais desafios. 50 cents pra pegar o carrinho! que coisa é essa! escrito em holandês ainda! coisas locais! ta bem vamos sem carrinho comprar só o que cabe na mão. doidera! e comprar sacolas pra ir pra casa! sim, aqui as sacolas são compradas. 

Carregadas, pés doendo e voltando a pé pra casa! Era perto, mas nestas circuntâncias, ficou quase longe. Prêmio do dia ao chegar em casa?! Richard [nosso Richard de Pel] me liga! que coisa boa ouvir uma voz conhecida! Pra dar boas vindas! querido!

Nessa semana também abrimos uma conta no banco, queria um banco mais local, mas só os bancos grandes falam/escrevem inglês, então já era! Ainda bem que na época de pel não usei o banco real, talvez eu tivesse problemas aqui...hihi. 

Feito isso, comprar bikes! As loka, sem conhecer nada foram atrás de bikes de segunda mão. O cara da loja ria muito da gente! e era engraçado mesmo. Bicicletas e cadeados. O caminho para irmos até a loja [trocamos hoje] era lindo. Cheio de ruazinhas estreitas, lojinhas [inclusive uma com o real absinto, aí pc! levo um pra ti, garanto!], casas cheias de flores, bikes e vespas [sim, eles amam vespas! lambretinhas, ok?]. O amigo de fortaleza tinha alertado para a moda "vintage" que tá rolando aqui. Um café maravilhoso que não sei o nome [por isso, evelise, não posso fazer o mapa, mas a partir de semana que vem anoto tudo, I promise!] nos convidou a sentar e provar a torta de maçã. Divina! com um café então! café brasileiro veio escrito na xícara.

Nesse café, plim! outra coisa muito iimportante aqui. Portas. Eles adoram portas giratórias, eu não muito! Me deixam tensa. Mas aqui tem um monte e são automáticas pra complicar mais ainda. Outras portas são pesadérrimas e abrem pra fora na maioria das vezes. Estamos aprendendo até abrir portas!

Então por caminhos amarelos de folhas, não de tijolos, chegamos na loja de bike e compramos nossas bicis [muito porto alegrense bicis, não?!]. Comprar até foi fácil, o medo era voltar pra casa na hora do rush de bike! Aqui tem hora do rush pra bike também! Mas foi tranquilo. Seguindo o tram, com certeza, fizemos um caminho mais longo, but it's ok, foi uma delícia. We are very happy!

Na noite, saímos para o "uinlestede cafe" [nem sei se escreve assim]. Uma cerveja chouffee, me lembrou o Jardel, que sabia tudo de cervejas e eu nada. Pedi que o moço nos oferecesse uma boa, ele trouxe essa. Gostei. Bem encorpada, fermentada, com um gostinho de gengibre [será que pode ser?]...

Para comer fomos ao Amstelveen Snacks e compramos uma pizza turca. Turksey pizza, com carne de cordeiro e salada enrolada. "Spice?!", pergunta o senhor egípcio muito simpático, que vive aqui há 10 anos com a desculpa de que o tempo aqui passa muito rápido, mas prefere o Egito, embora não consiga viver lá. E a gente "sim, sim". Compramos o tal "Fernandes", um refrigerante que desde sempre nos chamou a atenção, estranho, mas legalzinho e fomos comer em casa.

Pimenta! Pimenta! Pimenta! Delicioso o negócio, na próxima vamos pedir com menos pimenta, mas legal, gostamos.

Enfim, hoje com bikes vamos até o porto da cidade. Aqui são 11 horas da manhã e é o nosso primeiro dia livre de burocracias. Beijos de torta de maçã. Stella